Projeto Conexões Cidadãs

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Sobre o Projeto

 

Crianças e adolescentes tecendo redes

 

“É necessário inspirar as novas gerações na busca por cidades mais humanas, justas e criativas.” 
Jorge Wilhein

 

O Projeto visa promover a educação integral para crianças e adolescentes, estimular a cultura cidadã e possibilitar a convivência e o sentimento de pertencimento entre os atores envolvidos por meio de um conjunto de atitudes, ações e regras criadas e compartilhadas pelos grupos, tendo como finalidade a apropriação do território como parte de uma cidade educadora.

A Novolhar inicia o projeto no território da Bela Vista a fim de trazer mais impactos positivos, de forma sistemática e continuada. Para tanto, conta com parcerias de outras organizações e voluntários, seja da comunidade ou profissionais interessados em contribuir com o projeto.

O Projeto Conexões Cidadãs visa ligar o cidadão ao território, e, consequentemente, à cidade, a partir do estímulo e incentivo à participação cidadã de crianças e adolescentes, pois temos estes como mobilizadores sociais aptos a promoverem a transformação que acreditamos possível para que as cidades se tornem mais humanas, acolhedoras, criativas e educadoras.

Com essa proposta, a Novolhar quer viabilizar locais de experimentação e inovação, nos quais ideias irão florescer e crianças, adolescentes, jovens e adultos irão se unir para fazer de suas comunidades lugares melhores para viver, estudar, trabalhar, se divertir e conviver.

Trata-se de um projeto de transformação e não apenas uma intervenção.

 

Experiência Realizada

 

Durante o evento 13 na 13, realizado em maio de 2015, as crianças da Associação Novolhar, alunos da Escola Lumiar e universitários do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Paulista de Arte construíram, de forma lúdica e participativa, um projeto para a Praça Dom Orione, Bixiga. Esse projeto foi apresentado durante o 13 na 13 realizado em 2016 e segue, agora, para participação no Congresso de Internacional de Córdoba – Argentina, para ser apresentado como experiência bem sucedida de participação de crianças e adolescentes no planejamento das cidades.

“Este resumo tem como objetivo, apresentar o processo de elaboração do projeto de revitalização da “Praça Dom Orione: Bixiga para crianças” – desenvolvido pelos alunos de arquitetura e urbanismo no projeto de extensão do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em parceria com a Associação Novolhar e as crianças da região moradoras de cortiços do bairro do Bixiga, São Paulo. Atualmente, a utilização da praça é precária, durante a semana muitas crianças brincam no local, sem mobiliários ou brinquedos adequados; aos domingos a praça recebe uma tradicional feira de antiguidades com barracas improvisadas. A partir de diagnóstico da região a metodologia utilizada para a elaboração do projeto, iniciou-se com oficinas de escuta com as crianças, por meio de atividade lúdica, para incluir suas vozes e olhares: o que querem, pensam, sonham, desejam, ideias, sugestões. Assim, no primeiro contato com as crianças a atividade foi elaborada pelos alunos com as brincadeiras que as mesmas realizam para observar e ter subsídios para o projeto, bem como, oficina de desenho foi realizado para entender quais eram os desejos para a praça e oficina com maquete da praça e massinhas coloridas, também ajudaram na escuta das crianças. Assim, o desenvolvimento do projeto pautou-se nos desejos das crianças e nas necessidades dos usuários atuais.

Acredita-se que processos de projetos participativos são fundamentais para a formação de arquitetos e urbanistas sensíveis a questões reais da cidade, consequentemente, a apropriação dos espaços construídos de forma participativa será mais adequada.”

 

Público beneficiado

 

Diretamente:

– Alunos e educadores de escolas da rede pública municipal e estadual
– Alunos e educadores de escolas particulares
– Crianças e adolescentes atendidos pela Novolhar

Indiretamente:

– Comunidade

 

Objetivo

 

Propomos a realização de um fórum de cidadania no território da Bela Vista como ferramenta de educação integral, cultura cidadã e apropriação dos espaços públicos como espaço de conexões de ideias, práticas, de formas de inclusão e de conciliação de direitos, bem como contribuir com a agenda pública para o Plano de Bairro da Bela Vista.

Objetivos Específicos

 

Metodologia

 

A metodologia empregada ao Projeto Conexões Cidadãs terá como base:

Referenciais teóricos:

• Carta das Cidades Educadoras: “As cidades representadas no 1º Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que teve lugar em Barcelona em Novembro de 1990, reuniram na Carta inicial, os princípios essenciais ao impulso educador da cidade. Elas partiam do princípio que o desenvolvimento dos seus habitantes não podia ser deixado ao acaso. Esta Carta foi revista no III Congresso Internacional (Bolonha, 1994) e no de Génova (2004), a fim de adaptar as suas abordagens aos novos desafios e

necessidades sociais. A presente Carta baseia-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966), na Declaração Mundial da Educação para Todos (1990), na Convenção nascida da Cimeira Mundial para a Infância (1990) e na Declaração Universal sobre Diversidade Cultural (2001).” (preâmbulo da Carta das Cidades Educadoras)

• A pedagogia desenvolvida por Januzs Korczak, que parte do princípio de que as crianças não serão cidadãs de direitos no futuro porque já o são no presente.

• Os conceitos validados pelo MEC – Ministério da Educação no que tange às práticas de educação integral e inovadora nos territórios.

Todo projeto que tem como pressuposto básico a mudança de atitude, requer um processo educacional. A prática da cidadania a partir da apropriação dos espaços urbanos requer uma mudança de paradigma a fim de fazer com que as pessoas vejam o ambiente como uma extensão de si mesmas e em condições de ter acesso a novas oportunidades – de renda, de conhecimento, de cultura e inovação.

As atividades acontecerão nas escolas selecionadas, no espaço da Novolhar e nos espaços do território.

Compreende-se aqui, a criação de um novo modelo de gestão na vida das pessoas, com respeito à diversidade, exercício da cidadania ativa, horizontalidade nas tomadas de decisão, o trabalho em rede, a formação de parcerias, a corresponsabilidade e a cooperação.

 

Resultados esperados

 

 

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Contrapartida

 

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